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Mostrando postagens de setembro, 2025

Maria Pereira, 1859: Abusos de Autoridade e Injustiça

Data: 16 de agosto de 1859 Caro amigo, Desta vez não posso relatar tudo que aconteceu neste termo, mencionarei apenas alguns casos urgentes, para que V. Exa., o Sr. Presidente, conhecendo melhor seus agentes aqui, possa tomar providências imediatas. Não se trata de assuntos eleitorais ou de cargos, mas da liberdade de um cidadão. O homem chamado Domingos, de quem já lhe falei, foi escravizado pelo juiz Augusto e pelo escrivão Rodrigo. Ele havia recorrido à Presidência por tamanha injustiça, e esta reconheceu seu direito, determinando que o juiz de direito da comarca fizesse justiça, recomendando que Domingos não fosse preso antes de ter seu direito garantido. No entanto, ao retornar do Tauá, Domingos foi entregue aos caixeiros da Casa Caminhas, por mil e quinhentos réis. Infelizmente, assim o queriam o juiz Augusto e seu escrivão. Recentemente, uma pobre senhora foi atacada com uma machadada na cabeça e encontra-se à beira da morte. Nenhum processo foi aberto, e a autoridade do Sr. Rod...

Pedra Branca em 1856: O Vigário Sarmento e a Política da Injustiça

Maria Pereira, dezembro de 1856 Os habitantes deste município de Maria Pereira, especialmente os da povoação de Pedra Branca, sofrem contínuas perseguições, injustiças, ameaças e terrores, que pouco falta para desesperar o povo infeliz, só por não acompanharem o reverendo vigário Sarmento em seus delírios e desatinos, e, por conseguinte, aos seus escravos, que já se julgam vitalícios nos empregos. Há poucos dias tomou posse o grande delegado João Alves de Carvalho Gavião, que, por ser um dos prediletos do padre Sarmento e privilegiado da botica, não encontrou obstáculo ou incapacidade para ser nomeado delegado, apesar de já ter consumido processos como foi provado sendo ele mesmo delegado, e, ainda assim, absolvido do crime pelas indulgências do Sr. Dr. Juiz de Direito Jaguaribe! E, nesta fé, continua a apoiar criminosos de morte pública e escandalosamente, como se viu no dia 15 do corrente mês, na vila de Maria Pereira, quando passou um tal José Barbado, conhecido aqui por Ângelo, ...

Panorama Atual de Pedra Branca (CE): População, Educação, Economia e Qualidade de Vida [2025]

Panorama Atual de Pedra Branca (CE): Indicadores Sociais e Econômicos O município de Pedra Branca, localizado no estado do Ceará, apresenta em 2025 um conjunto de indicadores sociais, econômicos e demográficos que ajudam a compreender seu desenvolvimento e desafios atuais. Área e População Com uma área territorial de 1.328,779 km² , Pedra Branca registrou no Censo de 2022 uma população de 40.187 habitantes , resultando em uma densidade demográfica de 30,86 hab/km² . A estimativa mais recente do IBGE aponta que em 2025 o município já conta com 42.227 moradores , reforçando um crescimento populacional constante nos últimos anos. O gentílico de seus habitantes é pedra-branquense . Educação A escolarização da população entre 6 e 14 anos alcança a marca de 98,77% , um índice elevado que demonstra o esforço municipal em garantir o acesso à educação básica. Esse dado representa a proporção de crianças e adolescentes nessa faixa etária matriculados no ensino regu...

A Serra de Santa Rita em 1778

Em meio às pesquisas genealógicas e históricas nos antigos livros de batismo do Ceará, deparei-me com um registro datado de 27 de julho de 1778, que menciona a localidade de Santa Rita . Essa referência aparece em um batismo registrado em Quixeramobim, o que chamou bastante atenção por um motivo importante: trata-se, até o momento, da menção mais antiga que encontrei à localidade hoje conhecida como Pedra Branca/CE. A Serra de Santa Rita, como era chamada na época, corresponde à atual região serrana de Pedra Branca. Este dado é valioso, pois reforça que já havia ocupação e identidade geográfica associada ao local pelo menos desde o século XVIII. Ainda estou em busca de comprovações documentais sobre o nome mais antigo que se atribui à região o chamado “Tabuleiro da Peruca”. Esse nome é citado por tradição oral, mas ainda não encontrei registros oficiais ou eclesiásticos que o confirmem nos livros da época. A ausência de fontes comprobatórias deixa em aberto essa parte da história...